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Tempestade geomagnética é a mais intensa em oito anos

por INPE
Publicado: Mar 09, 2012
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São José dos Campos-SP, 09 de março de 2012

Imagem Tempestade geomagnética é a mais intensa em oito anos

A ejeção solar originada na quarta-feira (7/3) atingiu o campo magnético da Terra às 7h30 de quinta-feira, ocasionando a tempestade geomagnética mais intensa desde 2004. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registrou a marca de -147nT do índice DST, que mede o nível de perturbação do campo magnético do planeta e classifica números abaixo de -100 como tempestade geomagnética intensa.

"O campo magnético da Terra leva em média dois dias para se recuperar de tempestades como essa, mas estará recebendo mais plasma nos próximos dias (10 e 11/3) devido a uma ejeção solar registrada hoje, ou seja, a tempestade pode ser intensificada", explica Clezio De Nardin, pesquisador do EMBRACE/INPE.

As tempestades geomagnéticas são originadas por ejeções solares que emitem radiação e ao atingirem o campo magnético terrestre provocam alterações. Elas ocorrem geralmente quando o Sol está se aproximando do seu nível máximo de atividade (máximo solar), que ocorre em ciclos de 11 anos.  As tempestades podem ocasionar problemas tecnológicos, mas não oferecem risco à saúde humana.

EMBRACE

O Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (EMBRACE) avalia os fenômenos solares que afetam o meio entre o Sol e a Terra, e o espaço em torno da Terra.

Fenômenos solares são capazes de causar interferências em sistemas como o GPS, além da possibilidade de induzir correntes elétricas em transformadores de linhas de transmissão de energia e afetar a proteção de dutos para transporte de óleo e gás. Estes fenômenos são particularmente mais intensos no ambiente espacial brasileiro, devido à grande extensão territorial do país, distribuída ao norte e ao sul do equador geomagnético, à declinação geomagnética máxima e à presença da Anomalia Magnética do Atlântico Sul.

O EMBRACE oferece informação em tempo real, na internet, e realiza previsões sobre o sistema Sol-Terra para diagnósticos de seus efeitos sobre diferentes sistemas tecnológicos, em áreas como navegação e posicionamento por satélite (aeronaves, embarcações, plataformas petrolíferas, agricultura de precisão), comunicação (satélites geoestacionários, aeronaves), distribuição de energia (linhas de transmissão, dutos de distribuição de gás natural e petróleo), além dos sistemas de defesa nacional.
Por meio de estudos sobre os processos eletrodinâmicos da ionosfera equatorial e de baixas latitudes, os pesquisadores do INPE monitoram parâmetros físicos como características do Sol, do espaço interplanetário, da magnetosfera, ionosfera e da mesosfera.

As informações estão disponíveis no Portal EMBRACE: www.inpe.br/climaespacial
 


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